A técnica de Asinomediação, tal como a técnica de Asinoterapia, utiliza o burro como animal co-terapeuta.
Ambas as técnicas diferem entre si pelo facto de a técnica de Asinomediação não possuir como requisito a constituição de uma equipa multidisciplinar, com a presença de um terapeuta, psicólogo, etc., para estabelecer um quadro de acompanhamento terapêutico.

Esta técnica que pode ser aplicada por educadores, animadores, trabalhadores do ramo social, entre outros., ou seja, por todos os técnicos ligados de alguma forma ao burro e ao ensino pedagógico de crianças com necessidades especiais.

O processo de Asinomediação assenta numa relação triangular que se estabelece gradualmente:

a) numa primeira fase esta relação estabelece-se entre o mediador e o burro;
b) numa segunda fase, o triângulo completa-se com a inclusão do utente.

O utente beneficia da relação pré-existente entre o mediador e o burro, no sentido em que esta lhe permite descobrir e viver momentos gratificantes de relaxamento, autoconhecimento e de interação com o animal e o meio envolvente.

Os principais instrumentos utilizados na técnica de Asinomediação são:

1) o burro;
2) o movimento;
3) o jogo;
4) a relação técnica/monitor-burro-criança;
5) e inúmeros meios de expressão e de comunicação.

O envolvimento do burro em exercícios práticos, e.g. jogos, permite dar assistência terapêutica às pessoas com problemas de ordem psicológica e/ou sócio-afectiva, estimulando a linguagem expressiva, a organização dos processos de comunicação, a concentração, a perceção da própria posição no espaço, a responsabilidade, bem como o contacto com a natureza.

A Asinomediação permite melhorar a qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais, procurando aumentar a motivação, o bem-estar e a participação, em especial, nas tarefas lúdico-pedagógicas.